sábado, 27 de outubro de 2007

DEIDADE

Teu olhar ermo e afável, fita só distâncias

no horizonte imodesto da vida emudecida

como giesta abandonada no descer do outeiro

onde os dias tristes caminham incontáveis.



Sorriso meigo como o azul de um sonho,

alimentado pelo fulcro da felicidade sonhada

desejo de vida, ficada na sombra das horas

olhos a pedir nascente, no idílio das marés!





Teu esplendor penetrou no auge do meu sentir...
feito na exacta solidão de um Ser a despertar,
pedindo guarida em palavras subentendidas.



­Ante a animosidade do meu peito, te farei Deusa

no dilúculo da minha alma...moldo em teu regaço

o beijo cândido para o coração do mundo.